Formada
pelas cores: Vermelha (na forma da faixa vertical); Amarelo (sendo representada
por uma cruz e pelos bastões dos padroeiros da cidade), Azul (na forma de faixa
horizontal) e o Branco (na forma da faixa horizontal). A bandeira do nosso
município foi criada no dia 29 de maio de 1979, pelo então prefeito Sr.
Raimundo dos santos Ferreira.
O Caraís é o o maior rio genuinamente sanfelipense.
Percurso: Nasce no segundo distrito do município, próximo a Vila Caraípe, no seu percurso encontramos a barragem do Buri dai o rio segue próximo a estrada que liga a sede do município com a Vila Caraípe, onde cruza a estrada passando por um vale nas proximidades do povoado do Jenipapo onde recebe as águas do rio Pilões dai em destino as proximidade do antigo lixão, onde cruza a ponte da BR 242 banhando a região da Boa Vista cruzando a ponte da estrada que liga a localidade da Ilhota seguindo, e recebendo as aguas de mais um afluente o rio Sapatuí, dai cruzando a ponte da estrada que liga as localidades do Mutum em São Felipe ao Jacarandá do município de Dom Macedo Costa, seguindo até sua foz no rio Jaguaripe.
Alguns de seus principais afluentes: Rio Pilões, Riacho do Melo, Rio Sapatui, riacho da fazenda Medrado.
Represas: Barragem do Buri
Pontes:
Ponte do Buri, Ponte da BA 496, Ponte que liga a BR 242 ao povoado do Jenipapo Ponte Velha da Fazenda Medrado, ponte da BR242, Ponte da Boa Vista, Ponte do Jacarandá
Foto 1: rio Caraís tirada em cima da ponte Velha sentido a BR242.
Foto 2: Rio Carais tira em cima da Ponte Velha sentido a Região do Jenipapo
Foto 3: Riacho da Fazenda Medrado
O encontro entre os rios Caraís e o rio Pilões, se dá entre a fazenda Pouso Alegre e o Povoado do Jenipapo
Foto 4: Encontro dos Rios Caraís e Pilões
Foto 5: Ponte que Liga o povoado do Jenipapo e a BR 242
Video cedido por Juracy Nóbrega, encontro do riacho do Melo com o Rio Carais.
Foto 6: Imagem via satélite do rio Caráis cedida por Juracy Nobrega, trecho onde recebe as águas do riacho do Melo até sua foz no rio Jaguaripe. Este percurso tem uma distância de aproximadamente 3,5km.
Dom Antonio Macedo Costa – Apelido o “Crisóstomo
Brasileiro”, nasceu a 07 de agosto de 1830, na localidade de São Domingos e
batizou-se a 22 de agosto de 1830 na Igreja da Freguesia de São Felipe. Faleceu
em Barbacena a 31 de maço de 1891. O município de Maragojipe também disputa o
privilégio de tê-lo como filho ilustre.
Dom Antonio Macedo Costa, orador sagrado e escritor, pela
sua cultura e erudição, pela correção dos seus escritos e elevação de suas
ideias, terá sempre um lugar distinto na história da literatura brasileira.
D. Antonio tomou parte na célebre questão religiosa em que
esteve empenhado D. Frei Vital de Oliveira, bispo de Pernambuco; com este
prelado, foi o bispo do Pará processado pelo governo imperial e encerrado no
fortaleza da ilha das Cobras (1873-1875)
E (afirma-se) autor da notável pastoral coletiva dos bispos
brasileiros, em que o episcopado declara aceitar a República e igual procedimento aconselha ao clero e aos fiéis.
Biografia – Pio IX,
Pontífice-rei, Bahia, 1860 – Resumo
da História Bíblica, New York, 1872 – Direito
ou Estado sobre Tudo, 1874 – Compêndio
da Civilidade Cristã, 1880 – Catecismo da Doutrina Cristã, etc... além de
sermões, de inúmeras cartas pastorais e discursos, entre os quais merece
menção: Discurso pronunciado em 28 de setembro de 1888, por ocasião da entrega
da Rosa de Ouro à Princesa Imperial ( Princesa Isabel).
Cônego José Lourenço Barbosa dos Santos – Nasceu no dia 10 de agosto do ano de 1860, no lugar chamado “Cruzeiro do Riachão”, nas proximidades desta cidade e no lar abençoado e profundamente católico dos seus dedicados pais, Capitão Marcelino Barbosa dos Santos e dona Olímpia Teófila Barbosa dos Santos. Na santidade daquela casa e sob o carinho afetuoso dos seus genitores, crescia José Lourenço, demostrando vivacidade e inteligência invulgares. Percebendo então os seus pendores para faina religiosa, logo após a conclusão do curso primário, o Capitão Marcelino providenciou a sua matrícula no Seminário da Bahia, em Salvador, onde ele fez um brilhante curso, e, mis tarde, transferido para o Seminário de Fortaleza, no Ceará, recebida a 20 de dezembro de 1884, as ordens sacerdotais, com apenas 24 anos de idade. Celebrada a sua primeira missa, foi em seguida nomeado vigário de Alcobaça, neste Estado. Porém, pouco tempo se demorou naquela Freguesia, uma Vês que, em 08 de setembro de 1887, tomava posse do paroquiato desta Freguesia de São Felipe e São Tiago, cargo para o qual fora nomeado pelo Arcebispo Primaz, em virtude de haver falecido em 21 de julho do mesmo ano, o saudoso Cônego Manoel Inácio Soares. Desde então São Felipe permaneceu sob a guarda pastoral, até 04 de fevereiro de 1925, num longo e proveitoso período de 37 anos, 04 meses e 06 dias. Culto, ativo e incansável trabalhador, positivou desde início um vontade férrea de engrandecedor a Igreja em sua nova paroquia, procurando dotar esta Freguesia com um Templo digno dos seus filhos, pastoreados espiritualmente com zelo inexcedível, comprovado exuberantemente pela tradição religiosa que ainda hoje São Felipe ostenta com galhardia; e que é bem um opimo fruto do seu aprimorado labor no trato incessante da vinha do Senhor. Aí está a nossa Matriz, obra de rara beleza arquitetônica, e, para sua completa remodelação muito contribuiu o gênio artístico e o batalhar diuturno e continuo de José Lourenço. Como político, ainda na Monarquia, foi filiado ao Partido Conservador. Proclamado a República e já muitíssimo estimado eis que José Lourenço foi eleito Conselheiro Municipal em 1900 e logo escolhido para presidir o Conselho. Exerceu essa função com brilhantismo, apresentado e justificando no decorrer do mandato, muitos projetos de real interesse para o novo município.
Notada a sua vocação administrativa, de pronto surgiu a sua candidatura e consequente eleição de Intendente Municipal, para o quatriênio de 1904 a 1907, cargo que soube desempenhar com eficiência, tendo então construído o Mercado Municipal as suas custas e doado à municipalidade. Novamente os sanfelipenses o elegeram seu Intendente para o quatriênio de 1916 a 1920, quando ergueu e doou parcialmente ao município o belíssimo prédio do Poço Municipal. Ainda em 1923, fazendo parte do Conselho Municipal e já adoentado e combalido nas suas reservas físicas, mais uma vez cedendo aos impulsos patrióticos, voltou ao cargo de Intendente, no exercício de cujas as funções a Morte o veio a colher, por cerca das 21 horas do dia 04 de fevereiro de 1925, aos 64 anos, 05 meses e 25 dias vividos do Bem ao próximo. Como Intendente ainda construiu os Açougues Municipais e o primeiro edifício da Detenção.
Dotado de visíveis pendores para a arquitetura, construiu vários prédios urbanos, dando-lhes sempre uma feição distinta, para o que muito contribuiu suas constantes viagens aos centros civilizados. Viajou pelo velho mundo, visitando Portugal, Espanha, França, Itália, onde esteve com o Santo Padre de então; atravessou o deserto do Saara em trajes babuíno, chegou ate Síria e o Egito, indo aos lugares santos da velha Jerusalém e adjacências ligadas a vida do meigo Jesus, inclusive ao Santo Sepulcro. Em 1° de janeiro de 1901, saudando o início do século XX, inaugurou com pomposas festas, a antiga Praça José Marcelino (hoje onde se localiza o Açougue Municipal), erguendo no centro da mesma, um artístico Cruzeiro todo de ferro, dando novo impulso ao logradouro então chamado “A Baixinha” ( hoje Rua Cel. Ceciliano Gusmão). Em 19 de setembro de 1901, fez circular o primeiro número do semanário “ ESCUDO SOCIAL” que fundou e dirigiu até a sua morte e que com progresso e disseminador de suas ideias em favor da coletividade. José Lourenço era jornalista dotado de fina verve e lutador pertinaz que manejava apenas com coragem e destemor, em prol das boas causas. Em sua carreira eclesiástica foi distinguido com horas de Cônego Honorário de Catedral Metropolitana, condecorado pelo Papa Pio X com medalha “ Pro Eclésia et Pontífice”, e, mais tarde as honras de Monsenhor.
Em 17 de agosto de 1924, regressando de Salvador onde fora em busca de melhoras para a saúde, recebeu significativa manifestações promovida por muitíssimos paroquianos e conterrâneos. Após a celebração da Santa missa em ação de graças, foi S. Revdmª acompanhado de grande cortejo até a Prefeitura Municipal, onde ingressou através de verdadeira sagração popular, discursando nessa ocasião o Padre Florêncio Sizinio Vieira, que era então seu substituto coadjutor e os senhores Alvoro da Silveira Pinheiro e João Eliseu de Melo, cujas orações e homenagens respondeu comovidíssimo.
CRISE AGRÍCOLA NO RECÔNCAVO BAIANO
(1890-1910): Município de São Felipe/Bahia
Dissertação apresentada ao Mestrado em
Planejamento Territorial e Desenvolvimento Social
da Universidade Católica do Salvador, como
requisito final para obtenção do Grau de Mestre.
Linha de pesquisa: Territorialidade, desenvolvimento
social e meio ambiente.
Orientadora: Profa. Drª. Maria Helena Matui Ochi
Flexor.